
O motivo de:
Por que escrever ?
Pensaria em um milhao de motivos para tal, pq eu gosto, pq me sinto bem, pq é tao necessario quanto falar, por isso e por aquilo. Mas sinceramente, o motivo principal é que não sei mesmo fazer outra coisa. Não que eu faça isso perfeitamente bem, mas é o que faço melhor. Sou desajeitada com demonstração de afeto, não sei abraçar direito, não sei com que tom se diz eu te amo, não consigo me despedir de ninguem, então, escrever é mais que um vicio ou hobby, é tão fundamental pra minha existencia quanto respirar. É crucial.
Por que escrever sobre relacionamentos?
Existe algo que fazemos de fato sozinhos? Acho que a gente acorda e vai dormir fazendo coisas com e por outras pessoas. Pai, mãe, familia de modo geral, namorado, amigos. Isso é a base da nossa vida, da minha pelo menos. A vontade que eu tenho é de falar o quanto essas pessoas são pedaços meus. O quanto cada um constitui um todo (que de forma convencida) posso chamar de “eu”. Escrever sobre essa teia de relações que fazem o meu dia, é essencialmente escrever sobre mim mesma.
Com que frequencia?
Com a frequencia com que as coisas mexem comigo. Não sei escrever pq ja se passaram dois dias desde o ultimo post. Não sei escrever por escrever e pronto. Alguma coisa tem que acontecer na minha vida que me dê vontade de tornar eterno.
Para quem?
Sei que algumas pessoas acompanham o blog. Mas não saberia escrever para mais ninguem que não para mim. Com as minhas limitações, preguiça, cansaço, sei o que posso e quando posso. Escrevo para mim pq só eu saberia detestar o que escrevi e continuar lendo.
Até quando?
Até quando ler Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Hilda Hilst, Lygia Fagundes Telles, Ana Cristina César (…), e isso despertar em mim uma incontrolavel vontade de chorar. É preciso ler para escrever. E só lê (realmente) quem tem sensiblidade pra sentir aquilo que outra pessoa viveu.