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De quem deixou a segurança do seu mundo, por amor.

18 18UTC Junho 18UTC 2009

Tem dias, que tudo está em paz
E agora os dias são iguais.
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais.

 

Tem sempre algo mais. Tem teu cheiro que ainda ficou na minha roupa. Tem teu toque que eu ainda sinto na minha pele. Teu jeito que eu guardei na minha lembrança e tem essa paz que eu guardei no meu coração.Paz, teu amor me deu isso de um jeito incrivel. Aquela angustia toda eu deixei pra la, medo, insegurança & desespero. Me restou esse sorriso imenso no rosto toda vez que eu te vejo. Aquele frio na barriga (ainda) toda vez que te ouço. 

Na melhor parte da festa, me tirou pra dançar e eu aceitei o par. Eu, a menininha do canto, procurando desculpas e olhares pra me esconder. Eu que ganhei quando achei que o jogo ja tinha acabado, e a minha vida é que tava començando. Eu sendo brega e clichê pra variar, mas nem sempre se entende o que é se sentir assim.  Não me neguem o hábito de sonhar.

Eu quero estragar meus planos com você, sem variar amor.

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Say what you say, but say that you’ll stay: forever and a day*

17 17UTC Maio 17UTC 2009

Senta aqui do meu lado, deixa eu te contar um segredo. Baixinho, de mansinho, um que seja nosso. Só nosso. Sentimento, meu bem. Ta cheio disso aqui dentro. Querendo sair, explodindo. Me dá atenção, olha pra cá. Não deixa passar essa vontade de te dizer o que eu sinto. Porque você tem tanto medo de saber? Não fica assim, baby, é normal ter medo, (às vezes). Desliga a luz, não quero que veja o quanto isso me doi. Chega mais perto, vem. Me dá tua mão, deixa eu encostar minha cabeça em teu ombro. Espera comigo eu chegar a ser quem eu sonhei em ser. Me ajuda a voltar a ser quem eu ja fui um dia. Coragem.

Ah, chega. Quero não ter mais esse apego. Essa ansiedade. Não quero ter que olhar o celular toda hora pra ver se alguem ligou, de ter que tirar o telefone do gancho pra ver se ta funcionando. Não quero mais essa vontade de te ouvir falar de mim. De ouvir você falar da gente. De falar de como eu mudei a tua vida, de como você é feliz agora que me encontrou. Odeio essa fragilidade. Quero voltar a ser a menininha descolada dos filmes que eu gosto. Quero dizer ”Então vá”, com todo o desdém do mundo. Não quero me importar mais com isso. Se a gente não vai poder se ver no domingo, no problem baby, eu vou sair com os meus amigos, porque eu não preciso de você pra ir ao cinema. Eu necessito disso que as pessoas chamam de meu espaço. “Eu quero dançar com outro par pra variar, amor”. Ouvir as músicas que eu gosto. Falar dos assuntos que me agradam. Eu quero me ter de novo. Entende? E por quê essa vontade de te ver todos os dias, e dizer aos meus amigos que não vai dar pra sair e ficar em casa sem fazer nada (?) Por quê eu ainda olho o celular, os e-mails, o telefone, o correio, se eu sei que você nem liga, literalmente falando. E esse desespero, não quero mais, fica com ele pra você. Quero meu sorriso de volta. O meu. Não quero mais ser teu termômetro, ficar bem quando você ta bem, ou chorar quando você é quem deveria . Não quero me sentir assim, tão tua que já não sou mais minha. Eu quero que isso te incomode tambem, te perturbe; quero que você sinta medo de me perder, pra eu saber que você é humano tambem. Pega um pouco dessa minha insegurança, que eu ja to achando que não sou normal. Ah, eu quero sair pra caminhar sozinha, sem você guiar os meus passos. Eu quero falar essas coisas todas pra você e não me achar ridicula depois, por ser tão dependente de algo que eu não dependo, na verdade. E dessa vez, eu vou deixar o telefone tocar sozinho, porque vai me fazer bem saber que você não vai saber o que eu to fazendo. E nem me promete essas coisas das quais eu não preciso. Porque depois que você prometer vai me fazer falta. E eu sei que quem não promete nada, tem muito a perder.

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Eu me recuso, faço hora, vou na valsa.

2 02UTC Março 02UTC 2009

E tenta até fugir dessa coisa estranha,seca,que te corrói de vez em quando. essa coisa toda grande, enorme, que não parece caber no peito, e te sufoca, e te deixa sem ar. Essa coisa apavorante, que deram o nome de amor, e por cuidado preferes chamar de afeto.Essa coisa que te faz mentir para si e para os outros,  mas eu vejo essa dissimulação em teu olhar, clara e forte. Esse teu rosto suave, essas tuas mãos de menina, não me enganam, sei que por trás desse teu olhar meigo,tem uma mulher cruel, que aprendeu como tal, a arte de enganar. Quem te fez assim, Maria? Esse teu sorriso é tão falso, esse teu amor (ou afeto) é só porque te convém. Eu sei. Mas daonde vem essa tua aparente segurança? Como saber de tudo sempre? Não sei. Maria, teu jeito não me pertuba tanto quanto teu passar. Te ver de longe querendo ser o que não é, acaba comigo. Como podes ser tão má? Teu coração não dói? Tua consciência não pesa? Maria, se bem me lembro, tu ja foste tão ingenua, tão pura, ou até nesse tempo tu ja fingias? Quando te ouço falar, eu vejo o fel saindo de tua boca. Não, não precisas mais mentir. Eu sei quem és. Posso sentir tua aflição por dentro, teu medo, teu pavor. Deve ser dificil viver com uma máscara que nunca cai. Deve ser impossivel ser feliz de fato com uma felicidade inventada. Tudo em tua vida é inventado. Teus pais, tua infância, teu passado. Tu eras tão forte, tão dona de si e de todo mundo. Abaixou a guarda? Tá frágil, na mão de alguem que nem te ama tanto assim. Tu que tanto pisou, maltratou quem fazia tudo por ti. Hoje sofre por um sentimento que te faz rastejar aos pés de outro. Não sei até quando, não sei por qual motivo, mas eu sei que alguma coisa em ti há de verdade, algo escondido que eu ainda não vejo. Maria, não brinca com quem te quer bem. Não vê que todo mal que vai, tambem vem? Teu tempo ta passado, eu quero tanto te ajudar. Tira essa mentira do teu rosto, cresce menininha. Tu já és uma mulher.